Pára tudo…

Maio 31, 2008

Esqueçam o que eu escrevi abaixo. A Gabi e eu pegamos pesado na despedida de Aix. Cometemos um pequeno excesso. Mas valeu a pena. Estou em estado de choque…

Vamos comer kebab com água da torneira até o fim da viagem. Fui. 


Melhores até agora

Maio 31, 2008

Ontem, enquanto jantávamos, propus à Gabi que fizéssemos uma lista do que mais gostamos em cada cidade que visitamos até agora. Esse balanço de meio de viagem ficou assim:

Madri

Gabriel

Lugar: Parque del Retiro

Comida: o maldito bolinho de bacalhau, mesmo com as conseqüências óbvias de comer 12 de uma vez só.

Gabi

Lugar: Parque del Retiro

Comida: as porções de tapas bem fartas de salmão, queijo e pão quentinho com azeite de oliva em um bar que a gente não lembra o nome ao certo. Tenho quase certeza de que se chama Alhambra. A Gabi jura que é esse o nome. Sei o endereço do boteco por causa de um diálogo meio nada a ver que eu tive com o garçom. Fica na rua Victória, não Mictória, como eu entendi da primeira vez em que ele disse.

Barcelona

Houve unanimidade nas duas modalidades.

A Sagrada Família, claro, é o lugar mais impressionante. É só olhar a minha cara quando cheguei lá. Ó:

sagraaaaaaaaaaaaaaaada

Em termos de comilança, a do Sükur foi imbatível. Vou dar uma palhinha da salada:

salada enfeitada

Eu comi uma massa recheada com alguma coisa tri boa, com um molho melhor ainda. A Gabi saboreou um risoto de funghi e outras coisas, que eu tb não lembro. O motivo para a falta de detalhes é esse aí, em frente e verso:

 cuco!cuco!

Se eu pudesse fazer uma menção honrosa, lembraria o simpático Los Pergamiños, da nossa amiga Dolores, um ótimo bar de tapas lá no Barri Gotic.

Provence

Essa é a categoria mais difícil de decidir. Visitamos um monte de cidadezinhas e nos surpreendemos com várias delas. Enquanto eu escrevo, a Gabi lembra de três momentos emocionantes para ela: a exposição do Van Gogh nas cavernas da Cathedrale d´Images, as geléias da feira em Lourmarin e quando ela molhou os pés na água gelada do Mediterrâneo. Depois, a Gabi vai explicar melhor esse negócio do Van Gogh. Ela que escreva um pouco também, em vez de só ficar me corneteando coordenando aqui do lado. ehehehehehe.

A foto do lugar:

batcaverna

Eu não sei ao certo. Acho que o mais legal foi a sensação que tive ao ver Les Baux pela primeira vez. Estávamos em uma estradinha que parecia uma trilha de rali, cuidando para não despencar montanha abaixo e não atropelar nenhum ciclista. Quando eu olho pro lado, tem uma cidade no meio do morro. Muito foda! Poderia citar a Cathedrale d´Images também, mas passei tanto frio lá dentro que fiquei dois dias sem voz. Por isso, ela perdeu pontos.

Comida: essa é fácil, mas pode mudar hoje à noite, quando vamos investir pesado na culinária provençal. O melhor até agora é o La Pizza, restaurante da nossa amiga Xuxa, uma sueca que foi afastada da equipe de bronzeamento do seu país e abriu um restaurante aqui em Aix-En-Provence. Fomos lá três vezes. Atendimento vip, comida caprichada e o melhor vinho da casa que já encontrei por aí.


Top 3 da semana

Maio 30, 2008

As músicas mais lembradas desta semana são quatro:

1 – Tchuri Tchurin Fun Flais, do Chaves

2 – Rodésia, do Tim Maia

3 – Fantasia, do programa Fantasia

4 – Lady Laura, do Rei

Mais uma prova do nosso bom gosto e versatilidade.


Piada de brasileiro

Maio 30, 2008

A Gabi vai ficar braba comigo, eu sei. Há dois dias ela só fala disso. Acorda no meio da noite dando risada e depois pede para eu não escrever. Mas eu não agüento. Preciso contar pra alguém. Afinal, ela conseguiu desequilibrar a relação Brasil-Portugal, pelo menos em relação às piadas. Um patrimônio que demoramos séculos para construir, ela derrubou em poucos minutos.

Anteontem estávamos a caminho de Les Baux de Provence. Uma cidade bacana, provavelmente a mais bonita que vimos até agora. Não vou ficar me derretendo em elogios agora. Outra hora faço um post só para isso. Mas, realmente, a cidade é muito do caralho. E uso esse palavrão porque não há expressão melhor para descrevê-la. Mas isso não interessa.

Português malandro

O que interessa é que a cidade fica no alto de um morro. E havia um português por perto. Esse aí da foto ao lado:

Estávamos parados no nosso carro, o C1 azul e sujo, no acostamento da estrada. Deliberávamos sobre onde estacionaríamos. Afinal, havia parquímetros por todos os lados. Quanto mais alto, mais caro. De graça, só lá embaixo, o que nos obrigaria a subir centenas de metros a pé.

Enquanto isso, o portuga chegou ao meu lado abanando uma nota de 5 euros e, falando francês, começou:

- Blablablá, blablablá, parking, blablablá.

Só entendi o tal do parking. Me liguei que ele precisava de trocado para o parquímetro. Sorri e disse que não tinha moedas.

Nisso, a Gabi largou um “deixa comigo, eu tenho aqui na Betty Boop”.

A Betty Boop, pra quem não sabe, é a nossa niqueleira.

E o cara disse:

- Vocês são brasileiros? Eu sou português. Legal. É que os paquímetros daqui só aceitam moedas.

Nesse instante, a Gabi começa a sacar da Betty Boop moedas de 1 euro, 50 centavos, 20 centavos, 10 centavos, 5, centavos, 2 centavos, 1 centavinho. Entregou tudo para o português, que, feliz da vida, foi pro parquímetro e depositou as moedas na máquina. 

As nossas últimas moedas!!!!! Todas elas!!!!

E nós ficamos sem poder estacionar.

Depois a gente faz piada de português…

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Resumo da história: assim que paramos de rir, saímos atrás de um estacionamento mais barato. Quando encontramos um casal voltando para o carro, a Gabi saiu e foi pedir pra eles trocarem os 5 euros que o português tinha nos dado por moedas. Eles não tinham trocado, é claro, mas nos deram um tíquete de estacionamento válido por mais duas horas, o que quebrou nosso galho. Enquanto eu escrevo esse texto, a Gabi pede que eu exalte o feito de conseguir um tíquete de graça. Então, tá: Parabéns, Gabi! Muito bem!!!!!

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Pior é que no dia seguinte encontramos o português em outra cidade. Foi quando eu tirei a foto dele. Maior figuraça.


Lendas e verdades

Maio 27, 2008

Ouvi, li e observei muitas coisas nos últimos dias. Nem todas eram verdade. Vamos a elas:

Lendas

  • Na Provence, chove, no máximo, uns 50 dias do ano. Duvido. Ou faltam 48, então.
  • Os franceses são grosseiros, arrogantes, xenófobos e não falam inglês. Até agora, não foi o que vimos. Todos dizem que não sabem falar inglês. Mas é só insistir um pouco que eles desembucham. Pô, sem falar no seu Elias, aqui do hotel, que destrancou o cadeado da minha mala e ainda nos conseguiu talheres e um saca-rolhas!
  • Franceses não tomam banho. Estou com o nariz entupido e dor de garganta há quase uma semana. O visual deles, pelo menos, não entrega. Não posso comprovar, mas, se tomam, é bem matado. Nos dois hotéis que ficamos aqui, era apenas uma duchinha sem-vergonha no quarto.
  • O trânsito francês é organizado. Fala sério. Rodar aqui em Aix-En-Provence é tri complicado. A cada esquina tem uma rotatória como a da Nilo. Amanhã eu descobrirei como são as estradas.
  • A França tem o melhor futebol do mundo. Arrã. Mas até vou torcer pra eles na Eurocopa.

Verdades

  • A Gabi ensinou o padre Adelir a operar o GPS.
  • Além de não saber diferenciar esquerda e direita, a Gabi se atrapalha com subir e descer e empurrar e puxar. Juro.
  • A comida francesa é palhaçada. Desde o pain au chocolat (a tradicional empadinha de mortandela com azeitona e ovo cozido francês) ao tiramisu (aquela sobremesa típica da Lituânia). Qualquer birosca tem um rango fantástico. A amostragem foi pequena até agora, mas vamos nos dar tri bem aqui. Ou tivemos sorte de principiante.
  • Dá para pedir sem medo o vinho da casa (ou seja lá como eles chamam aqui) nos restaurantes. Na Espanha, a gente se deu mal ao escolher um genérico. Aqui, é sempre bão.

 

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Prometi antes uma foto minha com as ostras, né? Ok. Mas a cara de assustado era pq eu ainda não tinha provado o prato. Se eu soubesse do que se tratava, jamais teria pedido. Mas, no fim, virei fã.

 prato de ostras


Do Brie ao Cantal (não tem nada igual!)

Maio 27, 2008

Na boa. Morri e não sei. Só isso explica eu ter ido parar no paraíso hoje à tarde. Olha só que loucura:

fromageria da esquinafromageria da esquina

Levamos só três variedades para casa, mas temos até sábado para detonar outros sabores. Pena que não tem como descrever o cheiro. Era um chulézinho delicioso.


Apanhando pus francêis

Maio 27, 2008

temperando o baguete

A região de Aix-En-Provence é maravilhosa. Ainda não conheço toda, mas posso crer que sim, é encantadora e as ruas cheiram a pão feito na hora. Não dá pra descrever! 

A cidade aqui é demais. Tem muitos restaurantes charmosos. Um em cada esquina e uns quarenta no meio de cada quadra. Fica realmente difícil escolher logo de cara! Tem muito chinês também. Bom, os chineses são a maior parte da população mundial. Eles só podem estar em todos os lugares!

Mas o difícil mesmo é o francês. Não o povo, que é muito querido. A língua mesmo! Não entendo lhufas do que eles falam e estou me comunicando por mímica. Tá, uso um pouco de espanhol, afinal ainda não tirei o idioma da cabeça. E também o habitual português que sai sem querer e umas palavras soltas em inglês hehehehe. Um horror. Quase como um “macho mucho” ou “uno, duno, treno” que certa pessoa usava na Espanha hahahaha. 

 

 numa ruela bacana

Mas de resto tá tudo ótimo. As pessoas têm sido bem receptivas e o passeio tá espetacular. Há cerca de 600 tipos diferentes de queijos por aqui e nós já provamos uns 7. Ainda falta muito. O que mais tenho gostado é um tal de cantal que derrete na boca de tão gostoso!

 Outra coisa: as roupas à venda ou são caras ou são bregas pacaraio. Então será difícil presentear alguém com coisas desse tipo. Vai ser porcariazinha mesmo. Parece que rolam umas feiras de vez em quando…

  

Ah, e também visitamos o museu local em nossas andanças de hoje. Lá tem coisas diversificadas. Eu tava mesmo é pela loucura do Cèzanne. Só que não tem muitas coisas do próprio. Mais ou menos umas 9 telas. 

quadro do cezanne

Essa aí em cima é uma que não tá!

Amanhã a gente se boleia pra Avignon e St. Remy. Depois contamos como foi. Tô deslumbrada hahahahhaa. Viva a França!!!! Viva!!!!

psicoterapia brevecerveja é alimento

gabis-en-provence


Ostras e o C1

Maio 27, 2008

Estamos na França, tudo muito legal e saboroso. Provei um negócio que deve ser ostras. Tri bom. Mas bom mesmo. O molho era espetacular e o preço foi bem razoável. Outra hora mostro as fotos para provar e dar mais detalhes.

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De manhã, peguei um C1, parecido com um Ka. Como apareci mais cedo na locadora, a mulher não quis me liberar o C3 a que teria direito. Estava com pressa e embarquei nesse carro mesmo.
Tá com 10 mil km, o que é bom. Pela aparência, os 10mil km foram em um rali, o que é ruim.
Mas não vou lavá-lo. É tudo muito caro. Depois eu tiro fotos e posto aqui.
Falta tempo para escrever e contar tudo. Pelo jeito, muita coisa vai ficar pra volta. A Gabi saiu do banho. Fui.


O melhor da vida

Maio 27, 2008

Nem pão light, nem se olhar no espelho. A melhor coisa da vida é escovar os dentes e trocar de cueca.


O primeiro mico

Maio 27, 2008

King kong
Para fazer justiça, foi um king kong. Levantamos ontem bem cedo. Arrumamos a mala. Fomos até a recepção. Parei em frente ao balcão e disse:
- Check out, por favor.
- Sim, mas, senhor Camargo, vocês têm reserva até amanhã.
- Sério? Não é hoje que a gente precisa sair do hotel?
- Não. É amanhã.
- Ah, azar. Fecha assim mesmo.

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O problema foi na chegada a Barcelona. Aproveitei que já estava na estação de trem e comprei a passagem para Montpellier, na França, para o dia errado. Aí, já era. Não ia perder os 90 euros do trem. Por sinal, a viagem mais complicada de todas até agora. Saímos às 8h45 de Barcelona e chegamos apenas às 9h em Aix-En-Provence.

Agora, vou sair daqui e pegar o carro que alugamos. Os pedestres de Provence viverão dias de pânico.
Por sinal, alguém sabe como eu xingo os franceses no trânsito?