Esqueçam o que eu escrevi abaixo. A Gabi e eu pegamos pesado na despedida de Aix. Cometemos um pequeno excesso. Mas valeu a pena. Estou em estado de choque…
Vamos comer kebab com água da torneira até o fim da viagem. Fui.
Esqueçam o que eu escrevi abaixo. A Gabi e eu pegamos pesado na despedida de Aix. Cometemos um pequeno excesso. Mas valeu a pena. Estou em estado de choque…
Vamos comer kebab com água da torneira até o fim da viagem. Fui.
As músicas mais lembradas desta semana são quatro:
1 – Tchuri Tchurin Fun Flais, do Chaves
2 – Rodésia, do Tim Maia
3 – Fantasia, do programa Fantasia
4 – Lady Laura, do Rei
Mais uma prova do nosso bom gosto e versatilidade.
A Gabi vai ficar braba comigo, eu sei. Há dois dias ela só fala disso. Acorda no meio da noite dando risada e depois pede para eu não escrever. Mas eu não agüento. Preciso contar pra alguém. Afinal, ela conseguiu desequilibrar a relação Brasil-Portugal, pelo menos em relação às piadas. Um patrimônio que demoramos séculos para construir, ela derrubou em poucos minutos.
Anteontem estávamos a caminho de Les Baux de Provence. Uma cidade bacana, provavelmente a mais bonita que vimos até agora. Não vou ficar me derretendo em elogios agora. Outra hora faço um post só para isso. Mas, realmente, a cidade é muito do caralho. E uso esse palavrão porque não há expressão melhor para descrevê-la. Mas isso não interessa.
O que interessa é que a cidade fica no alto de um morro. E havia um português por perto. Esse aí da foto ao lado:
Estávamos parados no nosso carro, o C1 azul e sujo, no acostamento da estrada. Deliberávamos sobre onde estacionaríamos. Afinal, havia parquímetros por todos os lados. Quanto mais alto, mais caro. De graça, só lá embaixo, o que nos obrigaria a subir centenas de metros a pé.
Enquanto isso, o portuga chegou ao meu lado abanando uma nota de 5 euros e, falando francês, começou:
- Blablablá, blablablá, parking, blablablá.
Só entendi o tal do parking. Me liguei que ele precisava de trocado para o parquímetro. Sorri e disse que não tinha moedas.
Nisso, a Gabi largou um “deixa comigo, eu tenho aqui na Betty Boop”.
A Betty Boop, pra quem não sabe, é a nossa niqueleira.
E o cara disse:
- Vocês são brasileiros? Eu sou português. Legal. É que os paquímetros daqui só aceitam moedas.
Nesse instante, a Gabi começa a sacar da Betty Boop moedas de 1 euro, 50 centavos, 20 centavos, 10 centavos, 5, centavos, 2 centavos, 1 centavinho. Entregou tudo para o português, que, feliz da vida, foi pro parquímetro e depositou as moedas na máquina.
As nossas últimas moedas!!!!! Todas elas!!!!
E nós ficamos sem poder estacionar.
Depois a gente faz piada de português…
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Resumo da história: assim que paramos de rir, saímos atrás de um estacionamento mais barato. Quando encontramos um casal voltando para o carro, a Gabi saiu e foi pedir pra eles trocarem os 5 euros que o português tinha nos dado por moedas. Eles não tinham trocado, é claro, mas nos deram um tíquete de estacionamento válido por mais duas horas, o que quebrou nosso galho. Enquanto eu escrevo esse texto, a Gabi pede que eu exalte o feito de conseguir um tíquete de graça. Então, tá: Parabéns, Gabi! Muito bem!!!!!
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Pior é que no dia seguinte encontramos o português em outra cidade. Foi quando eu tirei a foto dele. Maior figuraça.
Ouvi, li e observei muitas coisas nos últimos dias. Nem todas eram verdade. Vamos a elas:
Lendas
Verdades
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Prometi antes uma foto minha com as ostras, né? Ok. Mas a cara de assustado era pq eu ainda não tinha provado o prato. Se eu soubesse do que se tratava, jamais teria pedido. Mas, no fim, virei fã.
A região de Aix-En-Provence é maravilhosa. Ainda não conheço toda, mas posso crer que sim, é encantadora e as ruas cheiram a pão feito na hora. Não dá pra descrever!
A cidade aqui é demais. Tem muitos restaurantes charmosos. Um em cada esquina e uns quarenta no meio de cada quadra. Fica realmente difícil escolher logo de cara! Tem muito chinês também. Bom, os chineses são a maior parte da população mundial. Eles só podem estar em todos os lugares!
Mas o difícil mesmo é o francês. Não o povo, que é muito querido. A língua mesmo! Não entendo lhufas do que eles falam e estou me comunicando por mímica. Tá, uso um pouco de espanhol, afinal ainda não tirei o idioma da cabeça. E também o habitual português que sai sem querer e umas palavras soltas em inglês hehehehe. Um horror. Quase como um “macho mucho” ou “uno, duno, treno” que certa pessoa usava na Espanha hahahaha.
Mas de resto tá tudo ótimo. As pessoas têm sido bem receptivas e o passeio tá espetacular. Há cerca de 600 tipos diferentes de queijos por aqui e nós já provamos uns 7. Ainda falta muito. O que mais tenho gostado é um tal de cantal que derrete na boca de tão gostoso!
Outra coisa: as roupas à venda ou são caras ou são bregas pacaraio. Então será difícil presentear alguém com coisas desse tipo. Vai ser porcariazinha mesmo. Parece que rolam umas feiras de vez em quando…
Ah, e também visitamos o museu local em nossas andanças de hoje. Lá tem coisas diversificadas. Eu tava mesmo é pela loucura do Cèzanne. Só que não tem muitas coisas do próprio. Mais ou menos umas 9 telas.
Essa aí em cima é uma que não tá!
Amanhã a gente se boleia pra Avignon e St. Remy. Depois contamos como foi. Tô deslumbrada hahahahhaa. Viva a França!!!! Viva!!!!
Estamos na França, tudo muito legal e saboroso. Provei um negócio que deve ser ostras. Tri bom. Mas bom mesmo. O molho era espetacular e o preço foi bem razoável. Outra hora mostro as fotos para provar e dar mais detalhes.
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De manhã, peguei um C1, parecido com um Ka. Como apareci mais cedo na locadora, a mulher não quis me liberar o C3 a que teria direito. Estava com pressa e embarquei nesse carro mesmo.
Tá com 10 mil km, o que é bom. Pela aparência, os 10mil km foram em um rali, o que é ruim.
Mas não vou lavá-lo. É tudo muito caro. Depois eu tiro fotos e posto aqui.
Falta tempo para escrever e contar tudo. Pelo jeito, muita coisa vai ficar pra volta. A Gabi saiu do banho. Fui.
Nem pão light, nem se olhar no espelho. A melhor coisa da vida é escovar os dentes e trocar de cueca.