Nem me dei conta de que ainda não falei do Museu do Prado. Putz. Muito legal. O bom de não escrever tudo no primeiro dia é poder comparar com o que rola depois na viagem. Claro que o Louvre é maravilhoso, incomparável e esconde o Santo Graal (é isso, né? Não lembro direito do fim do livro…), mas o Prado não fica tão atrás e conta com uma vantagem: a quantidade de chatos por metro quadrado é bem menor.
Descobri coisas geniais lá. A coleção de pintores holandianos é espetacular. Sem colar na Internet não vou lembrar o nome de todos, mas virei fã do Rubens e do Bosch/El Bosco. As pinturas negras do Goya também impressionam. No entanto, o meu preferido é o José de Ribera, mestre na arte de pintar pelancas. As texturas que ele consegue representar nos quadros me deixaram de boca aberta. Uma foto:
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Sustinho de nada
O Museu do Prado foi o cenário do primeiro susto da viagem. Na real, um baita cagaço. Depois de mais de duas horas de visitação, uma ida longa e arrojada ao banheiro (não contarei os detalhes aqui, mas antecipo: era o mais sujo do país e me exigiu uma agilidade de faquir) e uma parada para um café fraco (como todos os que tomei na Espanha), olho para a Gabi e pergunto:
- Cadê a mochila?
- Não sei. Não tá contigo? – respondeu a Gabi.
Bah, gelei. Saí correndo pelo Prado. Entramos no elevador e descemos até o térreo. Comecei a cuidar as pessoas, para ver se ninguém carregava a nossa preciosa mochila vermelha, com casacos, mapas, endereços, documentos, moedas e sei lá mais o quê. Refiz mentalmente, de trás para frente, os nossos passos lá dentro. A primeira parada para buscar informações deveria ser o café. Aceleramos o passo. Cheguei lá esbaforido, misturando inglês e portunhol (no melhor estilo Leonardo Oliveira) com a atendente.
- Esqueci minha motchila roja. Here. Usted viu una motchila? Motchila!!! Buelsa!!!
Ela mostrou uma sacola plástica, dessas de supermercado. Não era a minha.
Quando eu ia repetir a palavra “buelsa” mais uma vez, me dei conta de um detalhezinho.
A mochila havia ficado na chapelaria, na entrada do museu. Não é permitido carregar bolsas no Prado.
Agradeci a mulher do café e, aliviado, voltei para o resto da exposição.
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Hotel Canivete
O Ganivet era coisa fina. Hotel para negócios, pessoas apressadas, representando suas empresas em algum congresso na cidade. Por isso mesmo, profissional e organizado. Gostei. Mas tinha um resquício de cheiro de cigarro impregnado no quarto.
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Trem
Não lembro direito da viagem de Madri a Barcelona. Sei que foi de trem, saiu na hora, chegou na hora, mas não consigo lembrar nada das poltronas, da comida, da paisagem e das pessoas. Devo ter dormido o tempo todo, mas isso não interessa. O importante é que comprar passagens pela Internet é muito mais rápido – e barato – do que em Atocha, pouco antes de embarcar. Um dia antes, entramos numa baita fila e levamos um tempão para comprar bilhetes até Toledo, que é uma viagenzinha de meia hora.


Janeiro 27, 2009 às 6:30 pm
Olá, achei o seu blog procurando sobre o museu do Prado.
Fiz uma viagem parecida com a sua em Outubro do ano passado, só que eu quebrei essa viagem de Madri a Barcelona parando em Valência.
Depois com calma vou ver os outros destinos de vocês, relembro a minha viagem vendo a de vocês, eu pensei na época de documentar a viagem de alguma forma, mas sou muito desorganizado para isso.
Parabéns pelo blog!!