Quando li que o Bobby Hambell estava de volta ao Biohazard e que eles iriam tocar no Brasil, mudei todas as datas da viagem para conciliar com o show. Foi das coisas mais inteligentes que fiz na vida. Já tinha visto eles ao vivo, em 1998, no Rio.
Curti demais aquele show, mas um detalhe me incomodava: o guitarrista que tocava na época, o Echeverria, era muito bunda mole. Todo travado, sem personalidade e com uma voz xarope para ajudar nos vocais.
Desta vez, não. Era a formação original, Billy, Bobby, Danny e Evan.
Tudo bem que o Biohazard gravou discos de qualidade duvidosa e escreveu letras vergonhosas nesse meio tempo (mesmo para o padrão tosco de “poesia hardcore”), o Evan virou ator pornô e o Billy tem um projeto paralelo emo. Foda-se.
Os quatro caras que foram os meus ídolos por tanto tempo estavam ali, juntos, tocando só os clássicos.
O show que esperei a vida toda para ver.
E, de quebra, no mesmo festival, ainda vi boas bandas cover do Misfits, do Sepultura e do Suicidal Tendencies. Uma pequena observação: essas bandas são tão competentes que até contam com integrantes originais das bandas em suas formações.
Quando o Biohazard começou a tocar, entrei no meu DeLorean voador. Foi uma experiência muito foda ouvir Shades of Grey, Love Denied, Wrong Side of the Tracks, Punishment, Victory, Down For Life e Hold My Own, entre outras. Voltei a ter 16, 17 anos. O melhor show que vi na vida, disparado. Quando cansei de ficar lá na frente, gravei esse videozinho.
Espero agora que eles tomem vergonha na cara, gravem músicas novas e voltem pro Brasil. Eu vou de novo, certo.
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D.F.L.
Alguém comentou durante o show:
- A gente não vê tanta gente reunida assim nem em Porto Alegre.
Acho que é verdade. Foram uns 20 amigos e conhecidos no show em SP. Eu, pelo menos, sou um que não vejo mais ninguém. Mas legal mesmo, pra mim, foi estar com o Beto e o Giovanni. Me emocionei em reencontrá-los em um momento tão marcante. Sei que eles pensam a mesma coisa. Mas o Giovanni não precisava ficar tentando me beijar no meio do show. Não curto essas coisas, seu puto!
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Bar do Juarez
Lembrei muito da Marina na última refeição em São Paulo. Depois de uma rápida visita às obras do seu futuro complexo residencial e comercial, o Edu e a Anne nos levaram num tal de Bar do Juarez, no Itaim Bibi.
Saquei que o lugar era legal na chegada.
Eram quase 16h e o restaurante estava lotado.
Todo mundo enchia a pança de acepipes, salgadinhos e aperitivos de primeira qualidade, com um chope bem gelado. E o melhor: eles servem picanhas cruas em fatias finíssimas, com um tempero espetacular. Aí, é só largar no rechaud, esperar o ponto certo e mandar ver. Parece o Garota de Ipanema, no Rio. Só que com carne boa.

Escrito por Gabriel 




Escrito por Gabriel