Depois…

Junho 9, 2008

…eu escrevo sobre Barcelona. Eu e a Gabi vamos jantar em um restaurante cheio de adesivos na vitrina. Deve ser bom.


Previously on…

Junho 9, 2008

Vou começar a descarregar um monte de histórias, observações, dicas e bobagens a partir de agora. É a forma de eu não esquecer as milhares de coisas que aconteceram nos últimos dias. Vou começar por São Paulo e vou indo até chegar em Paris, o que ainda deve demorar alguns dias.

 

 


O segredo

Junho 7, 2008

Para não se perder em uma viagem, é muito simples: basta acompanhar atentamente os movimentos da Gabriela P. Seben. Se ela vira para a direita, o destino é à esquerda. E vice-versa. Não tem erro. Sou a prova viva de que funciona, em qualquer cidade, país ou continente. Sempre.

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Ganhei uma torradeira linda. Será um ano de muitas torradas lá em casa!

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Cancelei o hotel em Berlim e consegui outro aqui pertinho em Paris. Vai dar tempo de andar de montanha-russa. Sim, tô ficando velho, mas sigo abobado.


O fim do blog?

Junho 4, 2008

Não temos como atualizar o blog daqui de Paris. Está tudo bem, tudo ótimo, mas a Internet é paga e lenta. Não vale a pena. Sem contar que é tudo caro. Nos falamos em Berlim. Ou em Porto Alegre. Obrigado e um abraço a todos. Se der, a gente escreve antes. Assunto não falta. Fui!


Declaração de amor

Junho 2, 2008

Recebi hoje uma linda declaração de amor da Regina Casé Dolores Mercury de Parkinson. Entre outras coisas, ela disse que quer ser a bisavó dos meus bisnetos. Foi a coisa mais linda da viagem até agora. E o melhor: está registrado em vídeo. Em breve, colocarei a íntegra deste tocante depoimento aqui no brógui. Preparem seus lenços. Eu amo essa mulher.

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Ah, Marselha é meia boca, mas tem uns passeios muito legais para se fazer. Ontem, fomos de barco a umas ilhas espetaculares. Idéia e insistência da Gabi. Hoje, subimos ao ponto mais alto da cidade, a Notre Dame de la Garde. Por sorte, o tempo ajudou. Acho que a mulher do tempo da TV deve ter perdido o emprego hoje. Ela anunciou chuva para toda a semana e fez o maior sol da viagem até agora. Sem contar com o melhor bar que fomos até agora, o tal de O´Malley. Pelas minhas contas, foram mais de 12 canecas de meio litro em dois dias. E era isso.

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A Gabi apela. Para usar o computador, mente que quer atualizar o blog. Vamos ver o que acontece…


Pára tudo…

Maio 31, 2008

Esqueçam o que eu escrevi abaixo. A Gabi e eu pegamos pesado na despedida de Aix. Cometemos um pequeno excesso. Mas valeu a pena. Estou em estado de choque…

Vamos comer kebab com água da torneira até o fim da viagem. Fui. 


Melhores até agora

Maio 31, 2008

Ontem, enquanto jantávamos, propus à Gabi que fizéssemos uma lista do que mais gostamos em cada cidade que visitamos até agora. Esse balanço de meio de viagem ficou assim:

Madri

Gabriel

Lugar: Parque del Retiro

Comida: o maldito bolinho de bacalhau, mesmo com as conseqüências óbvias de comer 12 de uma vez só.

Gabi

Lugar: Parque del Retiro

Comida: as porções de tapas bem fartas de salmão, queijo e pão quentinho com azeite de oliva em um bar que a gente não lembra o nome ao certo. Tenho quase certeza de que se chama Alhambra. A Gabi jura que é esse o nome. Sei o endereço do boteco por causa de um diálogo meio nada a ver que eu tive com o garçom. Fica na rua Victória, não Mictória, como eu entendi da primeira vez em que ele disse.

Barcelona

Houve unanimidade nas duas modalidades.

A Sagrada Família, claro, é o lugar mais impressionante. É só olhar a minha cara quando cheguei lá. Ó:

sagraaaaaaaaaaaaaaaada

Em termos de comilança, a do Sükur foi imbatível. Vou dar uma palhinha da salada:

salada enfeitada

Eu comi uma massa recheada com alguma coisa tri boa, com um molho melhor ainda. A Gabi saboreou um risoto de funghi e outras coisas, que eu tb não lembro. O motivo para a falta de detalhes é esse aí, em frente e verso:

 cuco!cuco!

Se eu pudesse fazer uma menção honrosa, lembraria o simpático Los Pergamiños, da nossa amiga Dolores, um ótimo bar de tapas lá no Barri Gotic.

Provence

Essa é a categoria mais difícil de decidir. Visitamos um monte de cidadezinhas e nos surpreendemos com várias delas. Enquanto eu escrevo, a Gabi lembra de três momentos emocionantes para ela: a exposição do Van Gogh nas cavernas da Cathedrale d´Images, as geléias da feira em Lourmarin e quando ela molhou os pés na água gelada do Mediterrâneo. Depois, a Gabi vai explicar melhor esse negócio do Van Gogh. Ela que escreva um pouco também, em vez de só ficar me corneteando coordenando aqui do lado. ehehehehehe.

A foto do lugar:

batcaverna

Eu não sei ao certo. Acho que o mais legal foi a sensação que tive ao ver Les Baux pela primeira vez. Estávamos em uma estradinha que parecia uma trilha de rali, cuidando para não despencar montanha abaixo e não atropelar nenhum ciclista. Quando eu olho pro lado, tem uma cidade no meio do morro. Muito foda! Poderia citar a Cathedrale d´Images também, mas passei tanto frio lá dentro que fiquei dois dias sem voz. Por isso, ela perdeu pontos.

Comida: essa é fácil, mas pode mudar hoje à noite, quando vamos investir pesado na culinária provençal. O melhor até agora é o La Pizza, restaurante da nossa amiga Xuxa, uma sueca que foi afastada da equipe de bronzeamento do seu país e abriu um restaurante aqui em Aix-En-Provence. Fomos lá três vezes. Atendimento vip, comida caprichada e o melhor vinho da casa que já encontrei por aí.


Top 3 da semana

Maio 30, 2008

As músicas mais lembradas desta semana são quatro:

1 – Tchuri Tchurin Fun Flais, do Chaves

2 – Rodésia, do Tim Maia

3 – Fantasia, do programa Fantasia

4 – Lady Laura, do Rei

Mais uma prova do nosso bom gosto e versatilidade.


Piada de brasileiro

Maio 30, 2008

A Gabi vai ficar braba comigo, eu sei. Há dois dias ela só fala disso. Acorda no meio da noite dando risada e depois pede para eu não escrever. Mas eu não agüento. Preciso contar pra alguém. Afinal, ela conseguiu desequilibrar a relação Brasil-Portugal, pelo menos em relação às piadas. Um patrimônio que demoramos séculos para construir, ela derrubou em poucos minutos.

Anteontem estávamos a caminho de Les Baux de Provence. Uma cidade bacana, provavelmente a mais bonita que vimos até agora. Não vou ficar me derretendo em elogios agora. Outra hora faço um post só para isso. Mas, realmente, a cidade é muito do caralho. E uso esse palavrão porque não há expressão melhor para descrevê-la. Mas isso não interessa.

Português malandro

O que interessa é que a cidade fica no alto de um morro. E havia um português por perto. Esse aí da foto ao lado:

Estávamos parados no nosso carro, o C1 azul e sujo, no acostamento da estrada. Deliberávamos sobre onde estacionaríamos. Afinal, havia parquímetros por todos os lados. Quanto mais alto, mais caro. De graça, só lá embaixo, o que nos obrigaria a subir centenas de metros a pé.

Enquanto isso, o portuga chegou ao meu lado abanando uma nota de 5 euros e, falando francês, começou:

- Blablablá, blablablá, parking, blablablá.

Só entendi o tal do parking. Me liguei que ele precisava de trocado para o parquímetro. Sorri e disse que não tinha moedas.

Nisso, a Gabi largou um “deixa comigo, eu tenho aqui na Betty Boop”.

A Betty Boop, pra quem não sabe, é a nossa niqueleira.

E o cara disse:

- Vocês são brasileiros? Eu sou português. Legal. É que os paquímetros daqui só aceitam moedas.

Nesse instante, a Gabi começa a sacar da Betty Boop moedas de 1 euro, 50 centavos, 20 centavos, 10 centavos, 5, centavos, 2 centavos, 1 centavinho. Entregou tudo para o português, que, feliz da vida, foi pro parquímetro e depositou as moedas na máquina. 

As nossas últimas moedas!!!!! Todas elas!!!!

E nós ficamos sem poder estacionar.

Depois a gente faz piada de português…

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Resumo da história: assim que paramos de rir, saímos atrás de um estacionamento mais barato. Quando encontramos um casal voltando para o carro, a Gabi saiu e foi pedir pra eles trocarem os 5 euros que o português tinha nos dado por moedas. Eles não tinham trocado, é claro, mas nos deram um tíquete de estacionamento válido por mais duas horas, o que quebrou nosso galho. Enquanto eu escrevo esse texto, a Gabi pede que eu exalte o feito de conseguir um tíquete de graça. Então, tá: Parabéns, Gabi! Muito bem!!!!!

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Pior é que no dia seguinte encontramos o português em outra cidade. Foi quando eu tirei a foto dele. Maior figuraça.


Lendas e verdades

Maio 27, 2008

Ouvi, li e observei muitas coisas nos últimos dias. Nem todas eram verdade. Vamos a elas:

Lendas

  • Na Provence, chove, no máximo, uns 50 dias do ano. Duvido. Ou faltam 48, então.
  • Os franceses são grosseiros, arrogantes, xenófobos e não falam inglês. Até agora, não foi o que vimos. Todos dizem que não sabem falar inglês. Mas é só insistir um pouco que eles desembucham. Pô, sem falar no seu Elias, aqui do hotel, que destrancou o cadeado da minha mala e ainda nos conseguiu talheres e um saca-rolhas!
  • Franceses não tomam banho. Estou com o nariz entupido e dor de garganta há quase uma semana. O visual deles, pelo menos, não entrega. Não posso comprovar, mas, se tomam, é bem matado. Nos dois hotéis que ficamos aqui, era apenas uma duchinha sem-vergonha no quarto.
  • O trânsito francês é organizado. Fala sério. Rodar aqui em Aix-En-Provence é tri complicado. A cada esquina tem uma rotatória como a da Nilo. Amanhã eu descobrirei como são as estradas.
  • A França tem o melhor futebol do mundo. Arrã. Mas até vou torcer pra eles na Eurocopa.

Verdades

  • A Gabi ensinou o padre Adelir a operar o GPS.
  • Além de não saber diferenciar esquerda e direita, a Gabi se atrapalha com subir e descer e empurrar e puxar. Juro.
  • A comida francesa é palhaçada. Desde o pain au chocolat (a tradicional empadinha de mortandela com azeitona e ovo cozido francês) ao tiramisu (aquela sobremesa típica da Lituânia). Qualquer birosca tem um rango fantástico. A amostragem foi pequena até agora, mas vamos nos dar tri bem aqui. Ou tivemos sorte de principiante.
  • Dá para pedir sem medo o vinho da casa (ou seja lá como eles chamam aqui) nos restaurantes. Na Espanha, a gente se deu mal ao escolher um genérico. Aqui, é sempre bão.

 

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Prometi antes uma foto minha com as ostras, né? Ok. Mas a cara de assustado era pq eu ainda não tinha provado o prato. Se eu soubesse do que se tratava, jamais teria pedido. Mas, no fim, virei fã.

 prato de ostras