Enquanto a viagem não chega, o blog será usado para que eu despeje meia dúzia de bobagens. Encerradas as explicações miltianas (o mestre na arte de se justificar para garçons, frentistas, vendedores de café em estádio, etc), vamos ao que interessa.
Vi um chato em ação hoje. Mais de perto do que gostaria. Não um genérico qualquer, mas um chato profissional, daqueles pagos para sair cedinho da cama e incomodar quem está pela frente num sábado de manhã.
E ele logo implicou com o bico da bainha da perna esquerda. Sério.
O cidadão estava preocupado com o bico da bainha da perna esquerda da calça jeans da Gabi. Via uma ponta ali. E mexia. E ajustava. E alisava.
Achava que o tal bico poderia estragar as fotos.
Como se alguém prestasse atenção nisso.
Me lembrou muito um dos meus ex-chefes. Quando ele incomodava assim e pedia a centésima segunda alteração sem sentido em um mesmo trabalho, muitos se rebelavam. Saíam, voltavam com tudo igual e diziam:
- Ó, chefe. Aqui está. Fiz como o senhor pediu. Realmente, ficou bem melhor.
- Agora sim. Está bem mais legal. Bom trabalho!
E a vida seguia. Assim como seguiu hoje assim que o chato foi embora e a calça continuou – ou não – com aquele bico na bainha da perna esquerda.
Escrito por Gabriel