Estou me segurando para não fazer o óbvio e cair no lugar comum de comparar Madri com São Paulo e Barcelona com o Rio. Não, não vou fazer isso. Sou mais inteligente do que isso. Sou capaz de escrever algo mais original, de observar as duas cidades sob um ângulo diferente. Sei que vou conseguir.
Ou não.
O melhor de todos os tempos
Junho 9, 2008Quando li que o Bobby Hambell estava de volta ao Biohazard e que eles iriam tocar no Brasil, mudei todas as datas da viagem para conciliar com o show. Foi das coisas mais inteligentes que fiz na vida. Já tinha visto eles ao vivo, em 1998, no Rio.
Curti demais aquele show, mas um detalhe me incomodava: o guitarrista que tocava na época, o Echeverria, era muito bunda mole. Todo travado, sem personalidade e com uma voz xarope para ajudar nos vocais.
Desta vez, não. Era a formação original, Billy, Bobby, Danny e Evan.
Tudo bem que o Biohazard gravou discos de qualidade duvidosa e escreveu letras vergonhosas nesse meio tempo (mesmo para o padrão tosco de “poesia hardcore”), o Evan virou ator pornô e o Billy tem um projeto paralelo emo. Foda-se.
Os quatro caras que foram os meus ídolos por tanto tempo estavam ali, juntos, tocando só os clássicos.
O show que esperei a vida toda para ver.
E, de quebra, no mesmo festival, ainda vi boas bandas cover do Misfits, do Sepultura e do Suicidal Tendencies. Uma pequena observação: essas bandas são tão competentes que até contam com integrantes originais das bandas em suas formações.
Quando o Biohazard começou a tocar, entrei no meu DeLorean voador. Foi uma experiência muito foda ouvir Shades of Grey, Love Denied, Wrong Side of the Tracks, Punishment, Victory, Down For Life e Hold My Own, entre outras. Voltei a ter 16, 17 anos. O melhor show que vi na vida, disparado. Quando cansei de ficar lá na frente, gravei esse videozinho.
Espero agora que eles tomem vergonha na cara, gravem músicas novas e voltem pro Brasil. Eu vou de novo, certo.
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D.F.L.
Alguém comentou durante o show:
- A gente não vê tanta gente reunida assim nem em Porto Alegre.
Acho que é verdade. Foram uns 20 amigos e conhecidos no show em SP. Eu, pelo menos, sou um que não vejo mais ninguém. Mas legal mesmo, pra mim, foi estar com o Beto e o Giovanni. Me emocionei em reencontrá-los em um momento tão marcante. Sei que eles pensam a mesma coisa. Mas o Giovanni não precisava ficar tentando me beijar no meio do show. Não curto essas coisas, seu puto!
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Bar do Juarez
Lembrei muito da Marina na última refeição em São Paulo. Depois de uma rápida visita às obras do seu futuro complexo residencial e comercial, o Edu e a Anne nos levaram num tal de Bar do Juarez, no Itaim Bibi.
Saquei que o lugar era legal na chegada.
Eram quase 16h e o restaurante estava lotado.
Todo mundo enchia a pança de acepipes, salgadinhos e aperitivos de primeira qualidade, com um chope bem gelado. E o melhor: eles servem picanhas cruas em fatias finíssimas, com um tempero espetacular. Aí, é só largar no rechaud, esperar o ponto certo e mandar ver. Parece o Garota de Ipanema, no Rio. Só que com carne boa.
Escrito por Gabriel 
Escrito por Gabriel