Agora, o que realmente interessa a nós glutões: a comilança.
Barcelona tem um monte de restaurantes ruins, aguardando turistas apressados. Os bons são bem caros, o que ainda nos assustava um pouco no começo da viagem (a coisa desandou na França, vocês verão a seguir). O negócio é mesmo se empanturrar de tapas ou arriscar a sorte num menu do dia.
As chances de acertar são bem melhores do que na Timemania, mas a Gabi se traumatizou ao errar três paellas na seqüência.
Eu vou lembrar por muito tempo de um frugal rolinho de presunto e queijo empanado, coberto com um molhinho vermelho (do tipo Pomarolla mesmo) e requeijão. Simples, mas deu conta do recado.
Mas, depois de muito pesquisar, descobri um sushi bem recomendado, freqüentado mais por nativos do que por turistas. Visitei o site, achei simpático e pensei: “Bah, vai ser o melhor sushi do mundo. Com toda essa fartura de frutos do mar, vamos nos dar tri bem”.
Fica numa ruazinha estreita, afastada do movimento. Não havia nada por perto. Só o restaurante e um monte de gente do lado de fora, esperando uma mesa. Ficamos na lista por mais de uma hora. Mas a comida foi tri sem graça.
Traumatizado com o episódio do Bar Sur, em Buenos Aires, quando fomos enrolados, logrados, xingados e expulsos por uma garçonete, achei que iam nos aprontar uma. A garçonete ficou rindo da gente quando foi falar com um cozinheiro e não abriu a garrafa de vinho na nossa frente. Temi pelo pior, mas não.
Saiu tudo direitinho no serviço.
Só que o sushiman deles não pega nem de auxiliar em Porto Alegre. E não tô falando do Takêdo, pode ser do Riversides mesmo… Porra, ele tinha peixes espetaculares à disposição, mas não acertou no arroz! Uma pena.
Nesse dia, deu na trave.
No dia seguinte (ou teria sido no anterior?), em compensação, o bicho pegou no Sükur.
Apesar do nome de atacante tosco da Turquia, o restaurante Sükur é especializado em culinária mediterrânea. A salada já foi fotograda, é só pesquisar antes no blog. Eu comi um ravióli recheado com ricota e espinafre e um molho muito do fiadaputa, enquanto a Gabi foi num risoto de alguma coisa. O meu prato estava melhor, na opinião da Gabi. Concordo com ela.
No entanto, vejam bem, o ponto de desequilíbrio foi o glorioso Domínio del Cuco, melhor dos vinhos espanhóis que tomei na viagem. Na real, com exceção de um vinagre que nos serviram em Toledo, adorei todos os vinhos tintos que tomei na Espanha. Virei fã dos Rioja, Ribera del Duero, etc.


Escrito por Gabriel
Escrito por Gabriel
Escrito por Gabriel 



